
Embora todos os participantes tenham consciência da importância que as Clínicas Tecnológicas Senai/Anicer e palestras exerçam nesse tipo de evento, com momentos como “Uepa” e “Tira-teima” que resultavam em brindes e foram uma mostra de inovação por parte da organização, muitos defendem e incentivam algumas mudanças para a próxima edição. Uma das reclamações dos expositores foi em relação ao horário das palestras que coincidiu com o funcionamento da feira fazendo com que os pavilhões ficassem vazios. Além dos horários, o preço das inscrições para as clinicas tecnológicas também não agradou. A opinião dos participantes é que a organização deveria tornar as palestras mais acessíveis já que o custo com via-gens costuma ser grande.
Para Fernando Soares, da F. Soares Peças para Cerâmica, de Salvador (BA),
o custo para os ceramistas deveria ser menor para que houvesse incentivo da participação. “O horário das palestras atrapalhou um pouco e, além disso, achei as clínicas muito caras, ouvi muitas reclamações. No geral, porém, posso dizer que a feira foi positiva pois vendi seis torres de resfriamento”, comentou.
Da Raça Máquinas, de Panorama (SP), Nestor Desani recebeu bom público no estande, porém não concordou também com o horário das clínicas e palestras.
"Os horários das palestras chocaram com a feira e isso fazia com que a feira esvaziasse. Ouvi muitas pessoas reclamando" (Luciano Lobato)
Em sua avaliação as clínicas deveriam ser pela manhã e a feira deveria abrir as portas somente às 13 horas. “Senti também um pouco de falta de apoio da organização para montar os estandes. A gente vem de longe, não conhece o local e precisa pagar para fazer qualquer coisa”, disse Desani.
O presidente da Cooperativa de Extração Mineral (Coopemi), Sérgio Pagnan, de Morro da Fumaça (SC), participou como visitante da feira e assistiu as palestras e clínicas tecnológicas e gostou do que ouviu.
Na opinião dele, porém, deveria haver mais espaço para que os ceramistas pudessem expor os problemas vivenciados e buscar soluções. “Até sugeri que as clínicas tenham mais cases reais dos ceramistas”, destacou.
Para Luciano Lobato, da Rogesesi Máquinas e Equipamentos para Pará de Minas (MG), esse assunto foi realmente comentado entre os fabricantes e até ceramistas que passavam pelos estandes. Na sua avaliação as palestras não deviam ocorrer no mesmo horário da feira. “Os horários das palestras chocaram com a feira e isso fazia com que a feira esvaziasse. Ouvi muitas pessoas reclamando. As palestras deveriam ser realizadas em horário diferenciado ao da feira”.