www.ceramicaestrutural.com.br www.ceramicaestrutural.com.br www.ceramicaestrutural.com.brwww.ceramicaestrutural.com.br

::Geral::

Fabricantes de equipamentos mostraram novidades na Feira

Toda tecnologia desenvolvida no mercado nacional para facilitar os trabalhos, aumentar a qualidade dos produtos cerâmicos e acompanhar o crescimento da indústria da construção foi mostrada durante a 11ª Exposição de Máquinas, Equipamentos, Produtos, Serviços e Insumos para a Indústria Cerâmica (Expoanicer). Algumas novidades, porém, chamaram a atenção. Como a prensa contínua para telhas da Máquinas Man, de Marília (SP). Inédita e com capacidade de produção de 25 telhas por minuto, totalmente automática, sem pastão e sem operador, promete revolucionar a produção deste produto no país. Vendedor há 24 anos da empresa, João Batista Terra, conta que a feira gerou uma lista de 26 interessados no equipamento. Agora, porém, a prensa será aperfeiçoada e colocada para testes em uma cerâmica de Ourinhos (SP). “Depois disso voltaremos a entrar em contato com os interessados. Essa prensa está muito visada pela possibilidade de produção de uma telha extrusada com a qualidade de uma telha prensada. O sistema de encaixe é perfeito, o que a diferencia de outras telhas do mercado. O acabamento bem feito também é outro diferencial”, disse Terra.

A Emic, de São José dos Pinhais (PR), mostrou aos ceramistas a importância de realizar ensaios de compressão nos produtos desenvolvidos. De acordo com Luiz Rodrigues estes equipamentos são de fundamental importância dentro de uma cerâmica. “Existem equipamentos para ensaios em telhas e prensas para compressão de blocos estruturais. Eles servem de auxílio ao ceramista. Recebemos muitos clientes interessados inclusive de países como a Bolívia, Paraguai e Argentina”, ressaltou Rodrigues.

Localizada em Itu (SP), a Betiol apostou nos ventiladores mais potentes para secadores semi-contínuos. O equipamento despertou o interesse de alguns visitantes e segundo Benedito Betiol, negócios foram fechados e outros alinhavados para serem concluídos ao longo dos meses. A Betiol, que oferece mais de 15 equipamentos para o mercado cerâmico, aproveitou o bom momento vivenciado para levar esta novidade à Salvador (BA), e em conseqüência, a todo Brasil. A empresa está ampliando o parque fabril e a partir disso, a fábrica, que passa a ter 2 mil metros quadrados, dobrará a atuação. Aquisição de novos equipamentos foi feita para aprimorar a qualidade dos produtos de última geração. “Também estamos investindo em um melhor ambiente para recepção das pessoas. Implantamos um novo sistema de trabalho que nos permitirá atender com mais rapidez o mercado. Antes era somente sob encomenda e agora possuímos um estoque mínimo para entrega imediata”, disse Betiol que atende o Brasil e mais de nove países como África, Nicarágua, Argentina, Chile, Colômbia e Peru.

Mesmo como visitante, o técnico em cerâmica Sérgio Lanza, parceiro da Van der Hoeven Estufas Agrícolas e Galvanização a Fogo, de Artur Nogueira (SP), aproveitou para levar aos participantes as vantagens obtidas com as coberturas modulares feitas com plástico especial que podem ser utilizadas para secagem da argila através de um método mais econômico e ecológico. Esta espécie de "galpão", coberto com plástico e aberto dos lados, pode ser muito útil em regiões do país onde há abundância de sol e onde existe a intenção de atuar com moagem a seco. Nesse caso a cobertura acelera a secagem da argila até que ela alcance a umidade ideal para o processo.

De acordo com Lanza, o equipamento não modifica o manuseio da argila, garantindo que o ceramista tenha um fluxo contínuo de moagem. “Estando sob a cobertura plástica a argila está protegida das chuvas. O plástico usado na fabricação desta cobertura é especial e difunde os raios solares, potencializando o processo de secagem da matéria-prima”.

Com a difusão do calor, consegue-se um diferencial térmico do clima do ambiente o que permite que a argila seque mais uniforme e de maneira rápida. “O ceramista não vai precisar alterar nada no processo que possui. A Van der Ho-even possui uma equipe de engenheiros sempre pesquisando e desenvolvendo melhorias”, explicou.

Dependendo da área a ser coberta o projeto é desenvolvido num prazo de 30 a 50 dias. Lanza ressalta que a secagem com o auxílio das coberturas cria a condição de sazonalidade ideal à argila uma vez que muitos ceramistas pelo Brasil ficam à mercê do clima regional o que pode comprometer toda planta empresarial. “Percebemos que muitos ceramistas durante o período de chuva possuíam um volume pequeno de produção por não ter condições de lidar com a matéria-prima. Agora ele consegue ter o mesmo volume de produção durante o ano todo”, declarou Lanza. Especificamente para a argila a Van der Hoeven fabrica coberturas há cerca de dois anos atendendo todas as regiões do Brasil e também países da América Latina. Para outras áreas como agricultura está há 25 anos no mercado.

A tecnologia de ponta vinda diretamente da Alemanha foi o ponto alto da Händle uma das maiores fabricantes mundiais de equipamentos para cerâmica. A empresa, no entanto, optou por não expor estes equipamentos mas somente demonstrar, através de cartazes e catálogos o que pode oferecer ao Brasil. A presença na feira, segundo o representante comercial Wolfgang Schattner, é conhecer o mercado de cerâmica brasileiro, estar mais perto dos ceramistas e sentir a real situação vivenciada pelo setor. Segundo ele, o crescimento vivenciado no país é destaque lá fora por isso a importância de estar presente no maior evento nacional do setor. “Sabemos deste crescimento no Brasil e queremos saber se podemos fazer parte deste processo”, ressaltou. A Händle fabrica todos os equipamentos necessários para a preparação de massa: caixões alimentadores, desintegrador ou destorroador, dragas, sistema de estocagem de matéria-prima, extrusoras entre outros. “Percebemos aqui muitas cerâmicas de produção pequena. Na Europa reduziu muito o número de cerâmicas, mas aumentou a qualidade dos produtos. A cobrança pelas normas técnicas e o aumento de qualidade são muito grandes, o que deve ocorrer também com o Brasil. Essa é nossa primeira feira no país e desejamos estar mais presentes”, disse Schattner.

O gerente de Negócios da Händle, Thomas Wagner, disse que ficou impressionado com a gama de produtos oferecida pelos fabricantes brasileiros. Mas ele lembra que com o tempo o mercado ficará cada vez mais exigente o que obrigará as cerâmicas a apostarem em melhores equipamentos. “Na Europa o fabricante precisa dar garantia de 30 anos nos produtos fabricados. E como o mercado lá está estagnado, está ficando comum o interesse por países emergentes como o Brasil, Ucrânia, países árabes e oeste europeu”, avaliou Wagner demonstrando interesse pelo Brasil.

Outra multinacional presente na Expoanicer foi a Wacker Silicones mostrando toda linha de produtos desenvolvida para proteger a cerâmica. Segundo Odair Teixeira, gerente de vendas, a presença no evento foi fundamental para estreitar relacionamentos com os clientes.



www.ceramicaestrutural.com.br