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Público menor, mas direcionado, marcou presença na Expoanicer

 

Realizado de 17 a 19 de setembro no Centro de Convenções da Bahia, em Salvador, o 37º Encontro Nacional da Indústria Cerâmica Vermelha e a 11ª Exposição de Máquinas, Equipamentos, Produtos, Serviços e Insumos para a Indústria Cerâmica (Expoanicer), reuniu os maiores fabricantes de equipamentos para cerâmica do Brasil e também representantes do setor dos países vizinhos como Uruguai, Paraguai e Argentina. A avaliação da Anicer é de que a feira teve uma visitação média diária de 1,6 mil pessoas com mais de R$ 16 milhões em negócios fechados. Em relação aos negócios os expositores não questionam, mas muitos não concordam com o número de visitantes. Na avaliação de Luciano Lobato, da Rogesesi Máquinas e Equipamentos para Pará de Minas (MG), a expectativa era que houvesse um número maior de visitantes, ao menos o mesmo público que a empresa recebeu no ano passado em Belo Horizonte. “Acreditei que receberíamos mais clientes, achei baixa a participação. O espaço da feira ficou muito bom, grande, mas creio que

o público deixou a desejar”, declarou Lobato. Cerca de três máquinas foram vendidas pela Rogesesi e uma avaliação criteriosa será feita para saber da viabilidade de participação na feira em 2009.

Para Elcio Souza, da Filiere, de Valinhos (SP), a feira foi boa e bem organizada, porém com público baixo. Este motivo também fará a empresa avaliar melhor a participação do ano que vem. “Seria muito melhor se a feira fosse realizada em local fixo estratégico”. A expectativa gerada foi um pouco maior que a realidade para Edson Nogueira, da Estiva Refratários (SP), que esperava um público maior no evento. Mesmo assim Nogueira acredita que a geração de negócios a longo prazo será concretizada. “Notamos poucos clientes locais e no geral também, porém foi um público mais direcionado. Ano que vem a feira no Pará ficará um pouco fora de mão, principalmente pelos custos de deslocamento, mas vamos analisar a participação”, disse.

Cristiano Garcia, da Zucco Equipamentos Cerâmicos, de Brusque (SC), esperava um movimento melhor na Expoanicer e citou o horário da feira como muito extenso, por isso também avaliará melhor as futuras participações na feira.

Estar perto dos clientes foi a principal meta da Sandrana. E nesse quesito a diretora comercial da empresa, Aparecida Batista, não tem do que reclamar. “Os negócios sempre surgem, conversamos com os clientes o que é sempre interessante”, disse Aparecida. Da Duracer, Jamil Dualib Filho, também aprovou a Expoanicer, concretizou alguns negócios e alinhavou outros futuros. Mais de 30 pessoas demonstraram interesse pelos equipamentos da Manfredini & Schianchi e esse número é considerado positivo para o diretor Arlindo Voltolini. Segundo ele o público foi bem seletivo e específico

o que é muito interessante em uma feira de negócios como esta. O encontro foi fortalecido com a presença e palestra do presidente da Asociación Nacional de Fabricantes de Ladrillo y Derivados de la Arcilla (Anfalit), Gonzalo Romero, da Colômbia, que falou um pouco da realidade daquele país que já tem cravado em sua cultura o uso da cerâmica vermelha em diferentes edificações, inclusive nas fachadas. Segundo Romero, na Colômbia, cerca de 80% da estrutura é proveniente da argila, e pelo menos 70% das fachadas são feitas com o material. “No Brasil vi muito concreto e produtos alternativos. Nossos arquitetos fazem questão de usar a argila. Percebo que o Brasil precisa fazer um trabalho com os arquitetos para incentivar o uso. Fazer seminários sobre a aplicação da cerâmica, lançar concursos para incentivar os profissionais”, orientou Romero que gostou do que viu na feira, mas acredita que faltou um pouco de inovação por parte dos fabricantes.

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